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14 de mar. de 2008

Mão inglesa


Não é novidade para ninguém que na Inglaterra a mão de direção é o inverso da maioria do resto do mundo. É como se eles estivessem andando sempre na contramão. Sendo assim, o título do post é o mais adequado para falar sobre uma rede de varejo londrina.
Argos é uma rede de varejo que pratica preços baixos e surpreende seus clientes que a visitam pela primeira vez. Na loja não têm produtos. Os clientes fazem suas escolhas através do catálogo, pagam no caixa ou em uma máquina de cartão de crédito e depois vão para uma fila com uma senha aguardar a entrega do seu produto.

Analisando essa característica, se ao comprar o cliente recebe a influência de um ambiente projetado para provocar boas experiências, em uma situação oposta não é muito diferente. Para a brasileira Flavia Baptistini, por exemplo, a sensação causada pela loja não foi muito agradável: "Eu precisei de ajuda para conseguir comprar um adaptador na primeira vez que entrei lá, de tão boquiaberta que fiquei. Me senti roubada. Roubaram um pedaço do meu prazer em comprar, o prazer de ver, pegar, cheirar, ligar para amiga para pedir opinião, comparar marcas, cores ou preços."


Não sei se os ingleses têm essa mesma sensação, porque a loja é um sucesso entre eles. O que pode-se dizer é que entre os consumidores que querem mais que um simples produto, a loja causará sempre uma frustração, pois a venda através de cátalogos provoca uma experiência muito mais racional. E assim, acredito eu, a Argos perde a oportunidade de criar vínculos e se relacionar com seus clientes além do simples ato da compra.

Informações e fotos obtidas no Blog do GP